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葡语国家发展报告(2014~2015)

书 名: 葡语国家发展报告(2014~2015)

英 文 名:REPORTS ON THE DEVELOPMENT OF PORTUGUESE-SPEAKING COUNTRIES (2014-2015)

作 者: 安春英赵雪梅 刘海方王成安刘金兰

I S B N:978-7-5201-4712-5

丛 书 名:葡语国家蓝皮书

关键词: 社会发展 研究报告 葡萄牙语 国家 2014~2015

中文摘要

《葡语国家发展报告(2014~2015)》是由对外经济贸易大学区域国别研究所葡语国家研究中心主持编写的以葡语国家经济社会发展为题的系列年度报告的第一份报告。

本书由六部分组成:第一部分为主报告,由王成安教授撰写,综合阐述2014年葡语国家经济社会发展状况,对中国与葡语国家关系的发展做出分析,并对葡语国家2015年的发展予以展望。第二部分为专题报告,由刘海方副教授会同贾丁博士、赵雪梅教授、安春英编审和张敏研究员分别从葡语国家安哥拉、巴西、莫桑比克和葡萄牙2014~2015年经济社会发展情况、特征等视角进行了深度解读。赵茹林副研究员将葡萄牙语国家共同体2014年的发展变化呈现给读者。第三部分为特别报告,叶桂平总监、刘雪琴研究员和王成安教授分别对中国澳门在中国-葡语国家经贸合作中发挥的平台作用做了解析,他们从总结中国-葡语国家经贸合作论坛11年的经验出发,阐述中国澳门在建设中国-葡语国家经贸合作论坛中的独特作用,总结和展望中国澳门除在中国与葡语国家的经贸合作中发挥作用,还有可能在中国与拉美、加勒比国家的经贸合作中发挥作用。第四部分为国别报告,贾丁博士、周志伟研究员、周蕾蕾硕士、何茜硕士、张敏研究员和唐奇芳副研究员分别撰写了安哥拉、巴西、佛得角、几内亚比绍、莫桑比克、葡萄牙和东帝汶2014~2015年的经济社会发展状况。第五部分为资料汇总,包括大事记和葡语国家主要经济指标的统计图表两部分,大事记由成红研究馆员收集整理,统计图表由安春英编审根据葡语国家的经济社会数据制成。对外经济贸易大学外语学院葡萄牙语系主任文卓君将本书摘要、目录和每篇文章摘要翻译成葡萄牙文,对外经济贸易大学外教伊莲娜·莱莫斯(Helena Lemos)做了校对和审定。对外经济贸易大学国际学院李勇老师将本书摘要、目录翻译成英文,并校对了每篇文章的英文摘要。对外经济贸易大学硕士生王琳收集整理了部分资料和表格。

第一部分主报告指出,2014年世界经济缓慢复苏,新兴经济体平稳增长,中国经济发展步入新常态。葡语国家巴西、莫桑比克和几内亚比绍总统选举顺利而平稳,令国际社会刮目相看。亚洲和非洲葡语国家整体上经济社会发展表现突出,亚洲葡语国家东帝汶、非洲葡语国家莫桑比克和安哥拉三国异军突起。欧洲葡语国家葡萄牙、拉美葡语国家巴西分别面临不同经济和社会困境,葡萄牙退出国际救援计划,初步摆脱主权债务危机;巴西经济增长缓慢,面临前所未有的下行压力。中国与葡语国家领导人四次互访,极大促进了各方贸易与投资。中国与葡语国家合作方兴未艾,根据不同国别、不同情况,显现出不同的合作方式。2015年葡语国家受世界经济形势影响,有些葡语国家或继续保持较高经济增长,或摆脱困境。中国与所有葡语国家的友好合作得到进一步巩固与发展。

第二部分专题报告指出,安哥拉、巴西、葡萄牙和莫桑比克四国分布在非洲、拉美和欧洲,在葡语国家中颇具代表性,其2014~2015年的经济社会发展别具特色,因而四国与中国的合作也因国而异。中国改革开放30多年的发展和安哥拉战后重建的需求契合,两国以新的姿态合作共赢。再一次审视安哥拉战后的自主重建进程,以安哥拉自身对于内战后重建发展的需求为视角,重新梳理与中国进行的一揽子合作的“安哥拉模式”,凸显双边关系展开过程中积极的行动,旨在更加平衡地理解中安双边关系,从而能够为当前有关中国与安哥拉合作转型升级的讨论增添更加厚实的理解基础。非洲另一个葡语国家莫桑比克进入21世纪以来,一直保持6%以上的经济增长速度,成为撒哈拉以南非洲地区本轮经济增长周期中表现较为突出的国家,其良好的经济增势引人注目。拉美葡语国家巴西作为金砖国家之一,尽管近年来经济发展处于困难时期,但是其自然资源禀赋和前些年的长足发展令世人耳目一新。作为金砖国家成员,巴西同其他成员国一起努力拓展合作、保持沟通与协调,为机制建立和完善提出了许多建设性意见,承担了金砖国家机制中的重要工作,尤其在减贫、环保、互联网治理、国际金融和贸易机构改革等议题上积极有为,为提升金砖国家影响力、维护整体利益做出贡献。葡萄牙努力通过各种创新政策和手段,保持其特有的创新优势,逐渐提升其创新能力。在按照欧盟创新综合指数分类的欧盟四大国家集团中,葡萄牙排列在第三集团中,是欧盟28个国家中创新能力相对较弱的国家之一。

第三部分特别报告,专述中国澳门在中国与葡语国家经贸合作中的特殊地位和平台作用。学者们指出,中国澳门自1999年建立特别行政区以来,坚持实施“一国两制”,经济社会发展稳定,居民生活获得极大改善,开创历史功不可没。与此同时,中国澳门充分利用自身优势,打造中国内地与葡语国家商贸合作平台,近几年来还向拉美、加勒比国家拓展其平台作用,并在发展过程中逐步提升其国际地位。从理论上总结中国澳门的平台作用,有利于“一国两制”的巩固与发展,有利于进一步加强中国与葡语国家的经贸合作。中国澳门是中西文化荟萃的国际名城,也是拓展中国内地与世界各地经济交往的重要桥梁。多年来,澳门更是凭借其独特的中葡语言文化环境、优越的地理位置、完善的基础设施和自由开放的商业环境,为中国内地与葡语国家的经贸合作提供了信息、人力资源、物流、金融及会展等中介服务,对推进中葡经贸交流发挥了无可替代的作用。中国-葡语国家经贸合作论坛(澳门)成立11年来,从无到有,从小到大,进展顺利,取得成果,开创了以语言文化为载体的经贸合作新模式。先后四届部长级会议分别于2003年10月、2006年9月、2010年11月和2013年11月在澳门成功举办。会议期间,与会国部长签署了四个经贸合作行动纲领,确定了在政府、贸易、投资、企业、教育与人力资源合作、农业与渔业、基础设施建设、自然资源与环保合作、旅游、运输与通信、金融、文化、卫生及合作发展等诸多领域的合作内容和目标。时任温家宝总理、吴仪副总理、汪洋副总理、华建敏国务委员和多位葡语国家总统、总理和政府部长曾亲自率领政商代表团参加历届部长级会议。多年来,各与会国全面落实行动纲领,为进一步提升与会国经贸合作水平做出了积极贡献。

第四部分国别报告,分国别按葡文字母顺序介绍安哥拉、巴西、佛得角、几内亚比绍、莫桑比克、葡萄牙和东帝汶2014~2015年经济社会发展状况,以及其与中国关系的发展。各位作者根据葡语国家国别特征分别按照政治、外交、经济、社会,以及与中国关系等方面进行概括和总结,以便读者对于每一葡语国家有比较系统全面的了解。

第五部分展示的大事记和统计图表作为本书的补充资料供读者参考。

O Relatório de Desenvolvimento dos Países de Língua Portuguesa(2014-2015)(doravante Relatório),elaborado pelo Centro de Estudos dos Países de Língua Portuguesa(CEPLP)do Instituto de Estudos Regionais da Universidade de Economia e Negócios Internacionais(UIBE,na sua sigla inglesa),constitui o primeiro relatório anual com temas associados ao desenvolvimento económico-social dos países lusófonos,fazendo parte de uma série de relatórios anuais sobre a mesma temática.

Este primeiro Relatório é composto por seis capítulos. O primeiro capítulo,elaborado pelo Professor convidado Wang Cheng’an,apresenta uma síntese da situação do desenvolvimento económico-social dos países de língua portuguesa em 2014 e analisa as relações entre a China e esses países. O segundo capítulo,da responsabilidade da Profa. Liu Haifang,com a colaboração do Doutor Jia Ding,da Profa. Zhao Xuemei e das pesquisadoras An Chunying e Zhang Min,centra-se no desempenho e nas características do desenvolvimento económico-social,em 2014 e 2015,de alguns países lusófonos,respetivamente,Angola,Brasil,Portugal e Moçambique,analisando-os em profundidade. Neste mesmo capítulo,a pesquisadora adjunta Zhao Rulin apresenta-nos as variações mais recentes do desenvolvimento da CPLP em 2014. No terceiro capítulo,o Dr. Ip Kuaipeng,a pesquisadora Zhao Xueqin e o Prof. Wang Cheng’an analisam a função de Macau como plataforma na cooperação económico-comercial entre a China e os países de língua portuguesa.Com base na experiência dos onze anos decorridos desde a criação do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa(Macau),resume-se neste capítulo o papel significativo de Macau em termos da cooperação económico-comercial entre a China e os países lusófonos. Coloca-se ainda a possibilidade de Macau vir igualmente a desempenhar um papel no que respeita à cooperação económico-comercial com a América Latina e as Caraíbas. O capítulo seguinte,constituído por relatórios por país,apresenta-nos,respetivamente,a situação económico-social em 2014-2015 de Angola,Brasil,Cabo Verde,Guiné-Bissau,Moçambique,Portugal e Timor-Leste. Estes foram elaborados pelos seguintes especialistas:Doutor Jia Ding,pesquisador Zhou Zhiwei,Dra. Zhou Leilei,Dra. He Qian,pesquisadora Zhang Min e pesquisadora adjunta Tang Qifang. O quinto capítulo,referente às estatísticas,inclui dados económico-sociais de todos os países de língua portuguesa e foi redigido pela pesquisadora An Chunying. O último capítulo,denominado Crónica,foi elaborado pela pesquisadora Cheng Hong e apresenta uma síntese histórica. A tradução para o português foi realizada pela Dra. Wen Zhuojun,coordenadora do Departamento de Português da Faculdade de Estudos Estrangeiros da UIBE e revista pela Dra. Helena Lemos,leitora de português da mesma instituição de ensino superior. A tradução para o inglês,assim como a revisão de todos os resumos em inglês,são da responsabilidade do Dr. Li Yong,professor da Faculdade de Estudos Internacionais da UIBE. A Dra. Wang Lin,estudante de mestrado da UIBE,foi responsável pelo trabalho de recolha e elaboração de documentos e gráficos.

O relatório geral,inserido no primeiro capítulo,afirma que,em 2014,se assistiu a uma recuperação económica mundial lenta e a um crescimento moderado das economias emergentes,enquanto o desenvolvimento económico da China entrou numa etapa de “nova normalidade”. As eleições presidenciais no Brasil,em Moçambique e na Guiné-Bissau,que despertaram muita atenção internacional,realizaram-se dentro da normalidade. Em geral,é de salientar o desempenho económico-social dos países de língua portuguesa situados na Ásia e em África,entre os quais se destacou o comportamento de Timor-Leste,de Moçambique e de Angola. Por outro lado,tanto Portugal como o Brasil estão a sofrer dificuldades económicas e sociais,embora com características distintas. Portugal avançou com o processo de resgate internacional,começando a sair da crise da dívida soberana. No mesmo período,verificou-se no Brasil uma forte tendência decrescente,devido ao lento crescimento económico. As quatro visitas mútuas entre dirigentes da China e dos países de língua portuguesa promoveram significativamente o comércio e investimento em todas as áreas. Encontrando-se numa fase ascendente,a cooperação entre a China e o mundo lusófono realiza-se de diversas formas,conforme as diferentes nações e situações. Considerando o contexto económico mundial,em 2015,alguns países de língua portuguesa mantêm um rápido desenvolvimento económico ou têm conseguido ultrapassar as dificuldades. Simultaneamente,a cooperação amistosa entre a China e o mundo lusófono,na sua globalidade,consolidou-se e aprofundou-se.

No segundo capítulo temático,como já anteriormente referido,analisa-se o desempenho económico-social,em 2014-2015,de Angola,Moçambique,Brasil e Portugal,países situados em África,na América Latina e na Europa. A cooperação com a China,que está presente de forma muito significativa em todos estes países,apresenta no entanto formas diferenciadas,resultantes das suas características específicas.

No caso de Angola,as necessidades deste país no período pós-guerra,em conjunto com o processo de reforma e abertura da China,que se desenvolve há mais de trinta anos,criaram oportunidades para concretizar uma cooperação win-win. Visando conseguir uma transformação e avanço do entendimento e das relações entre a China e Angola,torna-se necessário,partindo das condições do desenvolvimento pós-guerra,reanalisar o processo de reconstrução autónoma de Angola e pôr em relevo as ações que podem promover ativamente as relações bilaterais sino-angolanas.

Moçambique tem mantido,desde o início do século ⅩⅪ,um ritmo de crescimento económico superior a 6%,fazendo com que este país se tenha tornado relevante no ciclo de crescimento económico da África Subsariana.

O Brasil é um elemento do grupo BRICS e atraiu a atenção do resto do mundo,pela sua abundância de recursos naturais e pelo grande desenvolvimento verificado nos anos anteriores,apesar de estar a atravessar um período difícil a nível do seu desenvolvimento económico. No âmbito do BRICS,e em conjunto com outros países-membros,o Brasil esforçou-se por alargar a cooperação,manter a comunicação e a coordenação,e apresentar propostas construtivas relacionadas com o funcionamento e aperfeiçoamento dos mecanismos do BRICS. O trabalho que desenvolveu foi importante,muito particularmente para a concretização de ações em áreas como a diminuição da pobreza,a proteção ambiental,a regulação da internet e a reforma das instituições comerciais e financeiras internacionais,entre outras. Estas intervenções contribuíram para aumentar a visibilidade do grupo e defender os seus interesses comuns.

Segundo a classificação do índice global de inovação dentro da UE,Portugal localiza-se no terceiro bloco e é considerado um dos países com competência de inovação relativamente fraca no conjunto dos 28 países-membros da UE. No entanto,através de várias políticas e medidas inovadoras,Portugal tem elevado gradualmente a sua competência de inovação.

A terceira parte,relatório especial,aborda o estatuto extraordinário e o papel de plataforma de Macau no âmbito da cooperação económico-comercial entre a China e os países de língua portuguesa. Os especialistas referem que,a partir da fundação da Região Administrativa Especial de Macau(RAEM),em 1999,foi implementado o regime de “um país,dois sistemas” e a economia e a sociedade têm-se desenvolvido de forma estável e suave. Ao mesmo tempo,a vida dos seus habitantes melhorou significativamente,o que contribuiu para iniciar uma nova era histórica. Entretanto,aproveitando bem as suas vantagens,Macau foi assumindo um papel como plataforma de cooperação económico-comercial entre a China continental e os países de língua portuguesa,e vem alargando esta função aos países da América Latina e das Caraíbas,elevando gradualmente,neste processo,o seu estatuto internacional. A análise teórica do papel de plataforma de Macau contribui tanto para a consolidação e desenvolvimento do regime de “um país,dois sistemas”,como para o fortalecimento da cooperação económico-comercial entre a China e os países de língua portuguesa. Macau não só é uma cidade de renome a nível internacional,conhecida pela sua mistura das culturas chinesa e ocidental,mas também constitui um elo importante entre a China continental e o resto do mundo,no que respeita à expansão do intercâmbio económico. Ao longo de muitos anos,graças às suas características linguísticas e culturais ímpares,à localização geográfica perfeita,à infraestrutura completa e ao ambiente comercial aberto e liberal,a região de Macau tem fornecido serviços intermediários em diversas áreas,tais como informática,recursos humanos,logística,finanças e organização de eventos,entre outras. Assim,o seu papel na promoção do intercâmbio económico-comercial entre os dois lados tem-se revelado insubstituível.

O Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa(Macau),nos onze anos que se seguiram ao seu estabelecimento,progrediu de forma positiva e obteve resultados promissores,abrindo assim um novo modo de cooperação económico-comercial,veiculado pela língua e cultura.

Quatro conferências ministeriais foram realizadas,com sucesso,em Macau,respetivamente,em outubro de 2003,setembro de 2006,novembro de 2010 e novembro de 2013. Durante estas conferências,os ministros dos países participantes assinaram quatro Planos de Ação para a Cooperação Económica e Comercial,nos quais foram definidos os objetivos e as tarefas da cooperação em várias esferas,tais como governo,comércio,investimento,empresas,educação e recursos humanos,agricultura e pescas,infraestruturas,recursos naturais e proteção ambiental,turismo,transportes e comunicações,finanças,cultura e saúde,entre outras. Os dirigentes governamentais da China,como o ex-primeiro-ministro Wen Jiabao,a ex-vice-primeira-ministra Wu Yi,o presente vice-primeiro-ministro Wang Yang e o membro do Conselho de Estado Hua Jianmin,assim como os governos dos países lusófonos,representados por diversos presidentes,primeiros-ministros e ministros,estiveram presentes nas quatro conferências ministeriais,sendo acompanhados pelas suas delegações político-comerciais.

Ao longo destes onze anos,os países participantes aplicaram os planos de ação de forma global,o que contribuiu positivamente para promover o nível de cooperação económico-comercial entre os membros.

No quarto capítulo,aborda-se a situação de desenvolvimento económico-social,em 2014-2015,e o relacionamento com a China,de cada país de língua portuguesa,por ordem alfabética:Angola,Brasil,Cabo Verde,Guiné-Bissau,Moçambique,Portugal e Timor-Leste. A partir das características de cada país,os autores elaboraram uma síntese,incluindo aspetos como a política,a diplomacia,a economia,a sociedade e as relações com a China,para que os leitores obtenham uma visão sistemática e global de cada país lusófono.

Os dados e as informações de teor histórico,incluídos nos quinto e sexto capítulos,fornecem materiais suplementares para referência.